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Inteligência Artificial já participa da triagem de Green Cards nos Estados Unidos 

A inteligência artificial passou a integrar etapas do sistema imigratório dos Estados Unidos, sendo utilizada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) no apoio à triagem de documentos, organização de informações e identificação de padrões em processos de Green Card e vistos. Embora a decisão final ainda seja de responsabilidade de oficiais humanos do USCIS, a tecnologia já influencia fases iniciais da análise, incluindo revisões que podem gerar pedidos de evidências adicionais (RFEs).
Tempo de leitura: 2 minutos
IA no processo de Green Card
Fonte: Shutterstock

A tecnologia está transformando a forma como processos imigratórios são analisados e marca uma nova etapa na modernização do sistema migratório americano.

WASHINGTON, DC (MAIO 25, 2026) – A inteligência artificial deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma realidade dentro do sistema imigratório americano. Embora o USCIS continue afirmando que a decisão final sobre vistos e green cards permanece sob responsabilidade de oficiais humanos, o Departamento de Segurança Interna (DHS) confirma o uso de ferramentas de inteligência artificial em diferentes etapas dos processos migratórios.

Na prática, essas tecnologias auxiliam na classificação de documentos, organização de informações, cruzamento de dados e identificação de padrões que podem demandar revisão adicional por parte dos oficiais responsáveis pela análise dos casos.

Nos últimos meses, escritórios de advocacia especializados em imigração passaram a relatar o recebimento de RFEs (Requests for Evidence) contendo indicação de análise realizada com apoio de inteligência artificial. O fato demonstra que ferramentas tecnológicas já estão sendo incorporadas às etapas iniciais de revisão de determinados processos migratórios.

Para o advogado licenciado nos Estados Unidos, Brasil e Portugal e CEO da Bicalho Legal Consulting P.A., Vinicius Bicalho, a utilização de inteligência artificial representa mais uma evolução dos mecanismos de análise utilizados pelo governo americano.

“A tecnologia vem sendo incorporada gradualmente em diversos setores da administração pública. Na imigração, ela pode auxiliar na organização e revisão inicial dos processos, mas a análise jurídica e a decisão final continuam dependendo da atuação dos oficiais responsáveis por cada caso”, afirma Bicalho. A ampliação do uso dessas ferramentas ocorre em um momento de forte investimento do governo americano na digitalização dos serviços públicos. O próprio inventário oficial de inteligência artificial do DHS registra aplicações voltadas à análise documental, à biometria, ao reconhecimento de padrões e ao suporte operacional em diferentes áreas ligadas à imigração.

Segundo Bicalho, o avanço tecnológico reforça a importância de processos bem estruturados e documentação organizada. “Os candidatos devem continuar a concentrar seus esforços na apresentação de informações completas, consistentes e devidamente comprovadas. Independentemente da tecnologia utilizada durante a tramitação, a qualidade da documentação permanece sendo um dos fatores mais importantes para a análise de qualquer benefício imigratório”, conclui Bicalho.

O uso crescente de inteligência artificial na imigração americana demonstra que a tecnologia já passou a integrar a rotina administrativa do sistema migratório. Para profissionais da área e candidatos a benefícios imigratórios, compreender essa transformação passa a ser tão importante quanto acompanhar as mudanças nas próprias leis e regulamentos.

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