Pesquisar

Green Card: Brasil segue protegido, enquanto Índia, China e Filipinas entram em alerta

O Visa Bulletin de julho de 2026 trouxe novos desafios para candidatos ao Green Card da Índia, China e Filipinas, com retrocessos e suspensões em categorias de imigração baseadas em emprego. Já os brasileiros seguem em uma posição mais favorável, sem enfrentar os mesmos gargalos do sistema. O cenário reforça a importância de acompanhar mensalmente as atualizações e aproveitar as oportunidades disponíveis para imigração aos Estados Unidos.
Tempo de leitura: 2 minutos
Visa Bulletin julho 2026
Fonte: Shutterstock

Relatório de julho mantém brasileiros fora das filas mais críticas, enquanto categorias de Green Card enfrentam retrocessos e até suspensão para alguns países asiáticos.

WASHINGTON, 18 de junho de 2026 – O Visa Bulletin de julho trouxe novos alertas para algumas das categorias mais disputadas de Green Card nos Estados Unidos. Enquanto países como Índia, China e Filipinas enfrentam retrocessos e risco de novas restrições, os brasileiros continuam em posição privilegiada e seguem fora das filas mais críticas do sistema imigratório americano.

O Departamento de Estado anunciou que a categoria EB-2 para candidatos da Índia ficou indisponível até o final do ano fiscal de 2026. Também houve retrocesso na categoria EB-1 para indianos, além de um alerta para possíveis restrições futuras na categoria EB-2 da China e na EB-3 das Filipinas. Investidores indianos da categoria EB-5 não reservada também tiveram a emissão de vistos suspensa em razão do elevado volume de pedidos.

Já para os brasileiros, o cenário permanece favorável. As categorias de imigração baseadas em emprego continuam avançando normalmente, sem os gargalos observados em países que tradicionalmente concentram grande demanda por Green Cards.

Uma das explicações para essa diferença está no próprio volume de candidatos. Índia, China e Filipinas possuem um enorme contingente de profissionais altamente qualificados nas áreas de tecnologia, engenharia, saúde e pesquisa, além de concentrarem uma demanda muito superior por Green Cards. Como a legislação americana estabelece limites anuais e cotas por país, o excesso de pedidos acaba provocando filas, retrocessos e até suspensão temporária de algumas categorias. O Brasil, por apresentar uma procura muito menor, continua em uma posição mais confortável.

“Os brasileiros permanecem em uma posição bastante confortável dentro do sistema imigratório americano. Os problemas mais graves do Visa Bulletin de julho estão concentrados em países como Índia, China e Filipinas, que apresentam um volume muito maior de solicitações. Hoje, quem está na corda bamba são esses candidatos, especialmente em algumas categorias EB-1, EB-2 e EB-5”, afirma Vinícius Bicalho, advogado, professor, CEO e fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.

Segundo Bicalho, o cenário não deve ser interpretado como uma medida política contra determinados países, mas como consequência do próprio modelo de distribuição de vistos adotado pelos Estados Unidos.

“Não se trata de uma punição ou de uma decisão política. O sistema americano possui limites anuais e, quando países como Índia, China e Filipinas apresentam uma demanda muito superior à dos demais, é natural que ocorram filas e retrocessos. Paradoxalmente, o menor volume de brasileiros acaba sendo uma vantagem. Hoje, o Brasil continua em uma posição privilegiada justamente porque a procura por Green Cards é muito menor do que a observada entre profissionais asiáticos altamente qualificados”, explica Vinícius Bicalho.

O especialista ressalta que o Visa Bulletin é dinâmico e deve ser acompanhado mensalmente. Apesar do cenário favorável para os brasileiros, a pressão global sobre o sistema de imigração continua elevada e pode provocar ajustes futuros.

“Quem está pensando em imigrar deve entender que as oportunidades mudam rapidamente. Neste momento, o Brasil segue protegido e distante das restrições mais severas que já afetam alguns países asiáticos, mas acompanhar as atualizações é fundamental para aproveitar as janelas de oportunidade”, conclui Bicalho.

Compartilhe esse conteúdo