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Trump Gold Card tem apenas 1 aprovado

O programa Trump Gold Card, criado para atrair milionários estrangeiros aos Estados Unidos mediante altos aportes financeiros, contabilizou apenas uma aprovação oficial desde seu lançamento no fim de 2025. Apesar da forte repercussão internacional e da proposta de oferecer um caminho acelerado para residência permanente, o modelo enfrenta desafios práticos, jurídicos e políticos dentro do sistema migratório americano.
Tempo de leitura: 2 minutos
Trump Gold Card
Fonte: Shutterstock

A proposta criada pelo governo Trump para atrair milionários estrangeiros aos Estados Unidos registra apenas uma aprovação oficial desde o lançamento

WASHINGTON, DC (MAIO 5, 2026) – O chamado “Trump Gold Card”, novo programa migratório criado pelo governo do presidente Donald Trump para permitir residência permanente nos Estados Unidos mediante altos aportes financeiros, registrou até agora apenas uma aprovação oficial desde o lançamento da iniciativa no fim de 2025.

O programa ganhou repercussão internacional por prometer um caminho acelerado para residência legal permanente nos Estados Unidos mediante contribuições milionárias ao governo americano. Em apresentações públicas anteriores, Donald Trump chegou a mencionar valores de até US$ 5 milhões por cartão, tratando o modelo como uma alternativa mais moderna ao tradicional visto EB-5.

Apesar da forte exposição internacional do projeto e das projeções iniciais apresentadas pela administração americana, o número efetivo de aprovações segue extremamente baixo. Segundo autoridades americanas, centenas de consultas foram iniciadas, mas apenas um candidato concluiu todo o processo de aprovação até o momento.

O “Gold Card” foi apresentado pela Casa Branca como uma estratégia para atrair investidores estrangeiros de alta renda, empresários internacionais e grandes executivos interessados em estabelecer residência nos Estados Unidos. O modelo também prevê possibilidade futura de cidadania americana, embora detalhes completos sobre prazos e critérios ainda continuem em discussão dentro da estrutura migratória americana.

Para o Professor de direito imigratório e CEO da Bicalho Legal Consulting P.A., Vinicius Bicalho, a proposta possui um apelo econômico evidente, mas encontra dificuldades práticas e jurídicas dentro do próprio sistema migratório dos Estados Unidos.

“A ideia em si é válida sob o ponto de vista econômico e estratégico. Muitos países possuem programas semelhantes de atração de capital estrangeiro. O problema é quando essa discussão entra dentro da lógica migratória americana, principalmente em um país extremamente sensível em termos de segurança nacional e internacional”, afirma Bicalho.

Segundo Bicalho, o principal debate não está apenas relacionado ao valor financeiro envolvido, mas ao precedente que um modelo dessa natureza pode criar dentro do sistema imigratório americano.

“É evidente que existirá uma análise profunda de elegibilidade, antecedentes e capacidade financeira dessas pessoas. Não se trata simplesmente de comprar uma residência permanente. Mas quando você cria um mecanismo que associa grandes valores financeiros a benefícios migratórios, inevitavelmente abre espaço para debates políticos, jurídicos e até diplomáticos sobre os limites dessa flexibilização”, explica Bicalho.

O advogado observa ainda que os Estados Unidos historicamente adotam uma política migratória baseada em múltiplos fatores de elegibilidade, como laços familiares, mérito profissional, investimento produtivo e questões humanitárias.

“A imigração americana sempre foi construída em pilares muito específicos. Quando surge uma proposta extremamente baseada em capacidade financeira, isso naturalmente gera discussões sobre coerência, proporcionalidade e impacto futuro dentro do próprio sistema”, conclui Bicalho.

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