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Green Cards falsos levam imigrantes a admitir fraude nos Estados Unidos

Dois imigrantes nos Estados Unidos se declararam culpados por usar Green Cards e cartões de Seguro Social falsificados com dados de terceiros. O caso no Kansas reforça o combate das autoridades americanas à fraude documental e evidencia as consequências criminais e migratórias desse tipo de prática.

segunda-feira, 31 ago 2026
Fernando Hessel
17:25
Tempo de leitura: 2 minutos
Green Cards falsos nos Estados Unidos

Caso no Kansas reforça o combate do governo americano ao uso de documentos falsificados para obtenção de emprego e permanência irregular no país

WASHINGTON, DC, 31 DE AGOSTO DE 2026 – Dois imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos se declararam culpados por utilizar Green Cards falsificados com dados pertencentes a outras pessoas. O caso ocorreu no estado do Kansas e foi anunciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última sexta-feira.

Segundo os autos do processo, Santos Ramirez-Ramirez, cidadão da Guatemala de 38 anos, e Yolanda Mendoza-Emiliano, mexicana de 32 anos, admitiram a prática de fraude e uso indevido de documentos migratórios federais. Ambos foram presos após uma operação conduzida pelo Homeland Security Investigations (HSI) em uma residência em Kansas City, Kansas.

Durante a ação, os agentes encontraram cartões de residência permanente falsificados, conhecidos como Green Cards, além de cartões de Seguro Social adulterados. Os documentos continham os nomes e fotografias dos acusados, mas utilizavam números de registro pertencentes a terceiros ou considerados inválidos pelas autoridades americanas.

De acordo com o procurador federal Ryan A. Kriegshauser, esse tipo de fraude não afeta apenas o sistema migratório, mas também cidadãos cujas informações são utilizadas ilegalmente. As vítimas podem enfrentar problemas fiscais, cobranças indevidas e até dificuldades relacionadas a crédito e contratos firmados em seus nomes.

As investigações também revelaram que Mendoza-Emiliano havia sido detida quatro vezes em um período de dez dias na fronteira entre México e Estados Unidos, em 2024, por entradas irregulares no país. Em todas as ocasiões, ela foi devolvida voluntariamente ao México.

O caso faz parte de uma ofensiva mais ampla das autoridades americanas contra fraudes documentais e permanência ilegal. Um terceiro acusado ainda responde às acusações relacionadas à posse de documentação falsa, enquanto outros indivíduos encontrados no mesmo endereço foram indiciados por reentrada ilegal após deportação.

Para o advogado de imigração Vinícius Bicalho, CEO da Bicalho Legal Consulting P.A., o uso de documentos falsificados constitui uma das violações mais graves no sistema migratório americano.

“Além das consequências criminais, o uso de documentos fraudulentos pode comprometer permanentemente futuras tentativas de obtenção de vistos, residência permanente ou naturalização. Cada caso deve ser analisado individualmente, mas as penalidades costumam ser severas”, explica Bicalho. A investigação continua sob responsabilidade do Homeland Security Investigations, órgão vinculado ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.