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USCIS aperta o cerco contra fraudes no VAWA

O USCIS anunciou medidas mais rigorosas para combater fraudes em petições baseadas no VAWA, ampliando a análise de evidências, a verificação de credibilidade e o cruzamento de informações. O endurecimento reforça a importância de uma condução técnica e responsável dos processos migratórios, preservando a finalidade humanitária do programa e a segurança jurídica do sistema imigratório americano.
Tempo de leitura: 2 minutos
fraudes no VAWA
Fonte: Shutterstock

Alta inédita de pedidos irregulares leva governo a rever critérios e reforçar fiscalização

WASHINGTON, DC (DEZEMBRO 22, 2025) – O U.S. Citizenship and Immigration Services anunciou uma atualização relevante em seu Manual de Políticas ao revisar os critérios de adjudicação do programa VAWA, voltado a vítimas de violência doméstica. A decisão ocorre após a agência identificar um crescimento considerado alarmante e sem precedentes no número de auto petições apresentadas nos últimos anos, com fortes indícios de uso indevido do benefício.

Entre os anos fiscais de 2020 e 2024, os pedidos de VAWA por meio do formulário I-360 aumentaram aproximadamente 360%. No mesmo período, o número de solicitantes homens cresceu 259%, enquanto pedidos apresentados por pais registraram um salto superior a 2200%. Segundo o próprio USCIS, esses perfis não representavam historicamente o público-alvo do programa, o que acendeu alertas internos sobre possíveis esquemas de fraude migratória.

Embora os requisitos legais do VAWA não tenham sido alterados, a agência decidiu esclarecer e consolidar critérios já existentes, com o objetivo de preservar a integridade do programa. O entendimento do governo é que o uso indevido gera atrasos significativos na análise dos casos e prejudica diretamente vítimas reais de violência doméstica que dependem do VAWA como mecanismo legítimo de proteção.

Entre os ajustes anunciados estão a exigência de prova mais robusta de casamento de boa-fé, a necessidade de comprovar convivência com o agressor durante o relacionamento qualificável e o reforço de que a análise da credibilidade das provas é prerrogativa exclusiva do USCIS, conforme previsto no Immigration and Nationality Act. 

A política também passa a exigir comprovação de continuidade de vínculos familiares em casos envolvendo padrastos, madrastas e enteados.

Para o Advogado Vinicius Bicalho, fundador e CEO da Bicalho Legal Consulting P.A., a medida demonstra uma postura mais firme do governo federal no enfrentamento a fraudes migratórias. “O VAWA é um instrumento humanitário essencial, mas precisa ser protegido. Quando o governo age contra fraudes, ele fortalece o sistema e garante que o benefício chegue a quem realmente precisa”, afirma Bicalho.

A nova diretriz passa a valer para todos os pedidos protocolados ou ainda pendentes a partir de 22 de dezembro de 2025. O USCIS também reforçou canais de denúncia para casos suspeitos, sinalizando que a fiscalização será intensificada nesta nova fase do programa.

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