Saída gradual de agentes marca transição administrativa e retorno ao comando regional
WASHINGTON, DC (FEBRUARY 12, 2026) – A administração do presidente Donald Trump confirmou o encerramento da operação federal reforçada de imigração em Minnesota. O anúncio foi feito por Tom Homan, responsável pela coordenação das ações migratórias no governo, após alinhamento direto com a Casa Branca.
A chamada Operation Metro Surge mobilizou milhares de agentes federais desde dezembro na região de Minneapolis e St. Paul. Na semana anterior, já havia sido anunciada a retirada de 700 agentes, o que equivale a aproximadamente 25% do efetivo destacado. Segundo Homan, o processo de retirada continuará ao longo dos próximos dias, mantendo apenas uma presença reduzida para assegurar a transição ao escritório regional responsável pela jurisdição.
A operação ganhou maior repercussão após episódios distintos que resultaram nas mortes de Renee Nicole Good e Alex Pretti, ambos cidadãos americanos, em ocorrências envolvendo agentes federais. O Departamento de Justiça abriu investigação de direitos civis no caso Pretti, ampliando o escrutínio institucional sobre os fatos.
Durante audiência no Senado, o procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, criticou a condução da operação. O senador republicano Ron Johnson respondeu com acusações direcionadas às lideranças estaduais, o que elevou o tom do debate no Comitê de Segurança Interna.
O advogado Vinicius Bicalho, fundador e CEO da Bicalho Legal Consulting P.A., avalia que operações federais de grande escala exigem coordenação técnica e constante alinhamento institucional. “A atuação integrada entre autoridades federais, estaduais e locais é determinante para assegurar previsibilidade jurídica e respeito aos parâmetros constitucionais”, afirma Bicalho.
De acordo com informações apresentadas na coletiva, o número de alvos prioritários na região foi significativamente reduzido nas últimas semanas. A Casa Branca sustenta que a decisão representa uma reavaliação operacional diante dos resultados alcançados e do atual nível de cooperação com autoridades locais.
Para Bicalho, sempre que há mobilização ampliada de recursos federais, o monitoramento jurídico se torna ainda mais relevante. “O acompanhamento técnico dessas operações é essencial para mitigar riscos institucionais e garantir conformidade legal”, conclui.
A administração federal reiterou que as ações de fiscalização migratória continuam dentro dos parâmetros legais vigentes, agora sob a estrutura regular de comando regional.
